13.5.08

Peça não é pregação


As peças não podem ser confundidas com pregações, elas não vieram substituir e, nem se quiséssemos, faríamos com êxito. Aliás, é quando nós, escritores de peças, entendemos que não temos este dever e nem esta missão, que conseguimos abrir nossas mentes, tirar um peso de nossas costas e começamos a produzir coisas boas.

Muita gente vem conversar comigo e até pedir oração, alegando que não conseguem criar algo novo, belo e impactante. Pedem para eu dar conselhos e técnicas para eles exercitarem e conseguirem, no final, escrever e produzir uma peça.

Não sei onde fica o limite entre a disciplina e a inspiração, mas é verdade que podemos treinar nossa mente para ser mais criativa quanto a criação de peças.

Mas fique sabendo que se você pedisse uma dica minha para criar ou escrever uma peça, falaria de primeira: Lembre-se de que você não está pregando.

Quando digo isso, falo da forma tradicional de pregação e evangelização, onde temos que falar do pecado, da cruz e fazer o apelo. Toda peça tem alguém preso ao pecado, com muitos problemas com bebida, drogas, sexo e dinheiro. Aí Jesus aparece vestido de branco e é crucificado, mas ressuscita e depois destrói tudo que é ruim e sai abraçado com o pecador.

Sei que este tipo de história alcançou muita gente, mas será que toda peça de crente tem que ter o mesmo roteiro? Antes de ver a gente já sabe o começo, o meio e o fim. Será que sempre Jesus vai aparecer do nada e resolver tudo como um passe de mágica na vida real?

A gente do “Terra dos Palhaços” apresenta uma peça de namoro que acaba com o casal se separando e muitos vem me sugerir para colocar Jesus e restaurar o casamento.

Mesmo sabendo que Jesus tem restaurado muitos casamentos, achamos melhor colocar só o impacto, afinal de contas, tem histórias que nem sempre acabam bem.

Tirar o peso de ter que pregar na peça, onde você tem que solucionar tudo em Jesus, vai abrir a sua mente e jogar este peso para o pregador que vem depois dela, ou até para você conversar com as pessoas que foram impactadas depois da apresentação.

Precisamos de peças menos moralistas e mais verdadeiras, pois quando as pessoas assistirem a representação que será mostrada de forma honesta e verdadeira, irão também se auto-avaliar de forma honesta e verdadeira e, vão perceber que precisam de algo que as salve e aí sim pode entrar a palavra que vai apontar Jesus, O Cristo.

Não podemos abrir mão da pregação, do plano de salvação, mas você deve entender que a sua peça serve para introduzir um assunto e não para fechá-lo.

3 comentários:

  1. Esse estilo de final crente (sempre coloca Jesus no fim e tudo acaba bem) não me atraí muito, não menospresando esse estilo, pois como o Marcos disse muitas pessoas já foram salvas por ele! Mas o problema que vejo, é que quando colocamos Jesus salvando tudo, não mostramos a realidade do que acontece nos dias de hoje! Pessoas morrem, pessoas se separam, pessoas se drogam e bebem e ainda negam Jesus, é como se colocassemos uma venda em nossos olhos, mostrando que o mundo sempre irá acabar bem, e que sempre que a pessoa chegar no fundo do poço ela irá gritar: JESUS, ME SALVE!

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  2. Muito bom o blog, nossa q conteúdo meu amigo, fora q as artes como o teatro são maravilhosas, Deus te abençoe e te use sempre..
    Shalom..

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  3. Carla Roberta Empke Bertoldo18 de jun de 2008 09:46:00

    Oi Marcos!!!Admiro muito o trabalho com Palhaços para evangelização. Depois que fui pela primeira vez em um encontro de lídres no J.V., voltei para casa com idéis de peças teatrais super legais . Como aqui na minha igreja nós temos um ministério de evangelização nas escolas, comecei a escrever peças para nosso ministério, como tem sido bênção anunciar o evangelho com alegria, e principalmente com palalhaços. Eu amo palhaço, isso está em mim.

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